A Holos surgiu em 1998 da empolgação de dois jovens ainda alunos do Projeto de Engenharia Naval da UFRJ motivados com o projeto de Iniciação Científica que lhes havia proporcionado a experiência de construir um barco a vela em madeira da classe Snipe. Com alguns meses de bolsa em atraso, e uma proposta para retomar a fabricação do pequeno veleiro Dingue que há quase uma década havia deixado de ser fabricado, decidiram investir e transformar esta oportunidade em um projeto de vida. Com pouco ou quase nenhum conhecimento sobre laminação de barcos ou mesmo sobre materiais compostos, valeram-se do conhecimento adquirido na Universidade e de muita pesquisa para iniciar a construção do primeiro barco. Neste momento, nascia também o Projeto do Pólo Náutico da UFRJ, instituição criada com o propósito de ser um laboratório para pesquisa e desenvolvimento de projetos e métodos de construção de embarcações e também o abrigo para empresas incipientes como a Holos. Para que a empresa ganhasse fôlego e as vendas sustentassem o crescimento da empresa, muito tempo foi dedicado à reorganização da classe Dingue e toda uma rede de revendedores e de pessoas dispostas a colaborar foi formada em torno deste barco, proporcionando à Holos uma experiência única de aprendizado. O envolvimento dos sócios com a produção, a pesquisa, a comercialização e com toda a comunidade da vela, foi determinante para que novos desafios fossem percebidos como oportunidades de crescimento e afirmação da Holos. Com a crescente demanda pelos barcos, a produção foi organizada em setores e funções, antes feitas por todos, passaram a ser especialidades. A partir daí, um novo ciclo de pesquisa se iniciou, tendo como foco as peças laminadas em fibra de carbono. Os primeiros testes e as primeiras peças também foram voltados para o mercado nautico, onde se encontravam clientes dispostos a acreditar neste projeto e à medida que compravam as peças financiavam mais pesquisa e novas peças surgiam. Em 2002 veio o primeiro projeto de embarcação, um barco a remo para duas pessoas, o canoe Duplo, cujos planos de linha, o método de produção, plano de laminação, moldes, tudo, foi criado e desenvolvido na Holos com base na experiência adquirida e em testes experimentais. 2004 foi um ano de grande crescimento para o Dingue que pode financiar um projeto ainda mais ambicioso, um veleiro maior, o Emi. Com 4,7m de comprimento e linhas muito modernas, despertou muito interesse na mídia especializada pelo seu projeto inovador. Foram quase dois anos de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de projeto até que ganhasse forma e pudesse ser lançado em 2006 depois de testes e ajustes feitos num protótipo que deu origem aos moldes de produção e uma nova classe de barcos nacional. Em paralelo, a demanda por peças, cada vez mais tecnicas em materiais compostos, principalmente em fibra de carbono, promoveu mais pesquisa e mais ensaios que por sua vez trouxeram novos clientes e novos desafios. Destacam-se ainda nesta história o desenvolvimento de uma carenagem para um robô submarino da Petrobras feito em kevlar, uma capa protetora com a finalidade de conter uma possível explosão de um disjuntor de sub estação de energia em uma bancada de provas do CEPEL (Centro de Pesquisa em Energia Elétrica), o primeiro trenó habitável para exploração Antártica, feito inteiramente em fibra de carbono e kevlar, peças também em carbono que viabilizaram uma travessia do oceano pacífico em um pequeno catamarã sem cabine, entre outras.

Há dez anos no mercado desenvolvendo e comercializando produtos em materiais compostos, a Holos está preparada para aplicar seu conhecimento no desenvolvimento de novos produtos. A prática com projeto e fabricação de pequenas embarcações, que envolve o gerenciamento de inúmeras atividades, desde o projeto, envolvendo análises estruturais e de desempenho; passando pelo desenvolvimento e integração de inúmeras peças de distintos fornecedores, até a fase final, de inserção no mercado e distribuição do produto, é o grande diferencial competitivo da empresa.
Este histórico de iniciativa em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia aplicada a materiais compostos é resultado em grande parte da falta de conhecimento e literatura especializada disponível sobre o assunto e também por conta da parceria, desde o início, entre a Holos o Pólo Náutico da UFRJ.

E hoje, a Holos é capaz de integrar seu conhecimento científico teórico ao conhecimento empírico de anos de verificação prática para propor soluções viáveis para projetos e peças em materiais compostos.

2009© holosbrasil.com Todos os direitos reservados | Rua Octávio Catanhede, s/nº - Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, Brasil | Tel.: (55-21) 2270-9259
voltar