Tecnologia para alto mar

A Holos Brasil projeta e desenvolve peças em materiais compostos por encomenda. São peças mais rígidas e, ao mesmo tempo, bem mais leves, totalmente resistentes à corrosão.

A BMO é utilizada em operações offshore e foi criada para a Petrobras, através de uma parceria entre a Holos Brasil, UFRJ/LIOc, NavCon e Ambidados. O projeto é pioneiro, totalmente elaborado no Brasil e com maior parte de conteúdo nacional. Foi concebido no âmbito do plano de nacionalização dos serviços de aquisição de dados ambientais, criado pelo Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).

Trata-se de uma plataforma autônoma, alimentada por placas solares, para aquisição de dados de medição direcional de ondas, ventos e correntes no oceano. Construído em fibra de vidro e aço-inox, o casco da boia foi totalmente desenvolvido pela Holos Brasil. A união destes materiais resulta em maior resistência estrutural, além de redução do peso e do custo de fabricação.

 A BMO possui sensor inercial de movimentos e um sistema complexo de medição direcional de ondas, correntes marinhas e ventos, dados imprescindíveis à segurança da navegação e de empreendimentos offshore.

O projeto foi finalista do prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019, na categoria SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde).

São peças em fibra de carbono que trabalham abaixo da linha d´água, para auxiliar na redução de peso de grandes estruturas offshore. São utilizadas para tencionar essas estruturas mais pesadas em direção à superfície, diminuindo o trabalho das linhas de fundeio, facilitando a manutenção e a posterior retirada desses mesmos equipamentos. A Holos Brasil fabrica Flutuadores Sub-superfície que são usados, por exemplo, na instalação das Boias Meteoceanográficas, reforçando as linhas de fundeio que evitam que a boia se solte, e garantindo que o equipamento não sofra avarias.

A Holos Brasil, em parceria com a Coppe/UFRJ, desenvolveu para a Petrobras a carenagem de um robô submarino que realiza serviços remotos de manutenção e pintura em plataformas, evitando a corrosão e reduzindo os riscos da operação, antes realizada por mergulhadores. Construída em kevlar, a estrutura é leve e altamente resistente, garantindo total proteção à parte mecânica e ao sistema interno computadorizado.

Para a Petrobras, a Holos Brasil desenvolveu um soquete — elemento de ligação entre as correntes (ou amarras) e o cabo de fundeio das plataformas — feito em fibra de carbono, em substituição a soquetes metálicos que se deterioram com rapidez e podem representar risco para megaestruturas offshore.